segunda, 16 de setembro de 2019 - 14:50h
Capoeira busca reconhecimento social junto a jovens de escolas públicas
Pesquisa realizada na Faculdade de Educação levou a prática a três escolas públicas da cidade de São Paulo. Entre os objetivos, o resgate histórico e a busca de reconhecimento da luta
Por: Antonio Carlos Quinto
Legislação torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira, africana e indígena – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

a capoeira foi para a sala de aula. Não apenas em busca de um reconhecimento social, mas para levar ao conhecimento de jovens estudantes a sua história e sua importância na formação de gerações de jovens afrodescendentes. “A capoeira como uma prática ancestral pode contribuir para a formação de gerações desses jovens. Está na lei!”, enfatiza o educador Valdenor Silva dos Santos, citando as Leis Federais 10.639/03 e 11.645/08. Enquanto a primeira (10.639/03) versa sobre o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana no currículo escolar, a segunda (11.645/08) torna obrigatório o ensino da história e culturas afro-brasileira, africana e indígena, em todas as escolas, públicas e particulares, do ensino fundamental até o ensino médio.

E foi com base na legislação que Santos desenvolveu sua pesquisa de mestrado na Faculdade de Educação (FE) da USP, A Roda de Capoeira e seus Ecos Ancestrais, sob orientação da professora Mônica Guimarães Teixeira do Amaral, da FE. “O principal objetivo foi resgatar historicamente a prática dessa arte e enfatizar a necessidade de se buscar reconhecimento. Para isso, nada melhor do que fazer esse trabalho junto aos jovens, introduzindo a capoeira no cotidiano escolar”, descreve o educador. Capoeirista há mais de 50 anos, o educador partiu então para seu estudo, na prática, em três escolas públicas de São Paulo. Na forma de docência compartilhada ele levou a estudantes de escolas públicas suas experiências pessoais e de seu cotidiano com a capoeira. “Claro que houve também o objetivo de combater o racismo e estimular a relação étnico-racial entre alunos e professores”, conta o educador, que nas rodas de capoeira é conhecido como “Mestre Valdenor”.

 

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